26/09/2018 às 19h15 no Anfiteatro Dr. Ivo Torres da FEA-RP foi realizado o painel: Qual o custo do serviço público? com o Prof. Cezar Volnei Mauss (webconferência) e o Prof. Marcio Minoru Garcia Takeuchi, com mediação do Me. Fabrício Ramos Neves.

 

Resumo: A adoção de um sistema de custos pelas entidades públicas não é nenhuma novidade no Brasil. O surgimento da Contabilidade de Custos no setor público brasileiro, assim como no mundo, está inserido num contexto mais amplo de reformas e mudança da Administração Pública, com o propósito de migrar de uma visão burocrática, rígida e centralizada, para um modelo com cunho mais gerencial, descentralizada, baseada em metas e em controle de custos. A legislação nacional trata da possibilidade desse tipo de controle, assim o gestor público pode implementar o sistema de custos por um requisito legal (Bitti, Aquino & Cardoso, 2011), mas a efetiva adoção será promovida quando o gestor público perceber a utilidade do sistema (Matto & Sippola, 2016).

A expectativa é que o sistema de custos gere informações que possam auxiliar os gestores públicos na tomada de decisão, e conhecer por exemplo, o custo da merenda escolar por aluno e custo por paciente em atendimentos médicos. O uso efetivo destas informações pode auxiliar a gestão pública na elaboração do orçamento anual, análise dos gastos públicos, elaboração do Planejamento Plurianual (PPA), dentre outras atividades. Desta forma, o sistema de custos pode contribuir para a boa administração pública, a qual exige eficiência e economicidade e está diretamente ligado à efetividade das formas existentes de gestão e de governança pública (Lovato, Oliveira, Guimarães & Catapan, 2016).

Entretanto, será que no Brasil as organizações públicas implementam e utilizam o sistema de custos? Quais são as contribuições para a sociedade? Em Ribeirão Preto, que informações existem sobre os custos dos serviços públicos?

Convidados:

1 - Cezar Volnei Mauss (por webconferência), Mestre em Contabilidade e Controladoria pela UNISINOS. Especialista em Gestão e Controle da Administração Pública e contador pela UPF. Foi Professor da ULBRA, e é professor da FAT de Tapejara/RS. Foi contador do Município de Carazinho/RS em 2000, Coqueiros do Sul/RS de 2001 a maio de 2009 e de Chapada/RS de 2009 a 2011. É proprietário da empresa Mauss Consultoria em Gestão Ltda. É pesquisador da Ulbra na área gerencial das empresas com publicações realizadas em eventos brasileiros e internacionais. É membro da Comissão de estudos de contabilidade pública do CRC/RS. É autor e coautor de livros, na área de contabilidade pública, publicados no Brasil, na Alemanha, na Espanha e na Holanda.

2 - Marcio Minoru Garcia Takeuchi – presencial, Pós-Graduado no Curso Gerente de Cidade pela Fundação Armando Alvares Penteado - FAAP, Pós-Graduado em Direito Tributário no Instituto Brasileiro de Estudos Tributários – IBET; Graduado em Ciências Contábeis pela Faculdade de Economia e Administração – FEA – USP - RP; Graduado em Direito pela Faculdade Laudo de Camargo, Universidade de Ribeirão Preto – UNAERP; Sócio do Escritório Ricci, Faleiros e Takeuchi Advogados e Consultores Jurídicos; Consultor credenciado no SEBRAE NACIONAL; Palestrante; Presidente do Sindicato dos Contabilistas de Ribeirão Preto e Região nas Gestões 2010 a 2013 e 2013 a 2016 e Presidente do Conselho de Administração do Observatório Social de Ribeirão Preto Gestão 2012 a 2018.

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 13 Dezembro 2019, 18:58:35.