O Programa de Pós-Graduação em Administração de Organizações, Mestrado e Doutorado, tem por finalidade promover a formação de docentes, pesquisadores e profissionais de alto nível para atender às demandas acadêmicas e do ensino superior, na área de Administração de Organizações. Incentiva o livre pensamento e todas as formas de acesso à revitalização dessa área do conhecimento e, assim, pretende contribuir para a evolução científica e tecnológica da Administração.

Agenda Qualificações

Agenda Defesas

  • José Marcelo de Castro Open or Close

    Seguem informações a respeito de defesa de tese de Doutorado agendada na FEA-RP:Área: Administração de Organizações

    Curso: Doutorado
    Data: 11/10/2019, às 14h30 (horário de Brasília)
    Local: Sala 43, Bloco B2 da FEA-RP
    Título: Análise distributiva de custo-efetividade da política de combate à hanseníase no Brasil entre os anos de 2006 e 2015: proposta de um modelo de avaliação de equidade em Política Pública
    Autor: José Marcelo de Castro

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Cláudia Souza Passador (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Jair Licio Ferreira Santos (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP)

    Prof(a). Dr(a). Aldaísa Cassanho Forster (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP)

    Prof(a). Dr(a). Vicente da Rocha Soares Ferreira (Universidade Federal de Goiás - UFG)

    Prof(a). Dr(a). Marco Andrey Cipriani Frade (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP)

    Prof(a). Dr(a). Mirna Lima Medeiros (Universidade Estadual de Ponta Grossa)

     

    Resumo: 

    Este estudo foca-se na política de combate à hanseníase, doença infectocontagiosa, curável por um baixo custo unitário e passível de controle/erradicação. Porém, sua agudização pode causar incapacidades físicas permanentes, prejuízos às atividades funcionais e comorbidades. Mais de 200 mil novos casos da doença são registrados anualmente no mundo, dos quais 97% em países em desenvolvimento, o que tem conduzido a associação entre sua ocorrência e baixos níveis de condições de vida. No Brasil, apesar da redução anual sistemática, foram registrados 28.761 novos casos de hanseníase, em 2015 – a segunda maior incidência mundial – e, elevado coeficiente entre os menores de 15 anos (4,46/100.000 hab.). Esta pesquisa objetiva integrar informações específicas da saúde aos dados gerenciais do Ministério da Previdência, com o intuito de avaliar a política de combate à hanseníase, de maneira que a estruturação possa ser usada em outros estudos ligados à Saúde, focando sua eficiência em diferentes estratos sociais, sob a ótica da Análise de Custo-Efetividade (ACE). Trata-se de um estudo descritivo e exploratório, de abordagem quantitativa. Estudo de abrangência nacional no qual a população em estudo contempla todos os residentes no país, em todas as faixas de idades, gêneros e raças, com diagnóstico positivo de hanseníase, cadastrados no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no período 2006-2015, em cada município do Brasil. Foram selecionadas variáveis socioeconômicas (PNUD), educacionais (IDHM) e demográficas (IBGE), que compuseram o cenário epidemiológico nacional e submetidas à Análise de Componentes Principais, de modo que representassem o fenômeno epidemiológico da hanseníase da maneira mais abrangente possível no contexto brasileiro. Foram avaliadas variáveis socioeconômicas amplas para se fazer os agregamentos necessários, disponíveis para todo território nacional. A escolha das variáveis deu-se permeada pela literatura dos Determinantes Sociais de Saúde relacionadas à pobreza, desigualdade e condições de vida e saúde. Os custos foram calculados com base nos dados de produção ambulatorial e hospitalar, do Ministério da Saúde. Para a mensuração do desfecho em saúde, foi utilizado o DALY, segundo o método proposto pelo Global Burden of Disease. A avaliação foi feita com base em análise gráfica e na comparação da Razão Incremental de Custo-Efetividade. Os resultados apontam para a predominância de gênero em relação às concessões de benefícios; as regiões Sul e Sudeste concentram a maioria das concessões de benefícios. A análise do DALY ratificou que em locais de maiores dificuldades socioeconômicas e de saúde, a perda de anos de vida por incapacidade ou morte foi mais intensa reduzindo-se paulatinamente nos demais grupos analisados. Conclui-se que, o método de avaliação utilizado foi satisfatório para a avaliação da política de hanseníase no Brasil, tanto do ponto de vista da agregação feita, condizente com a realidade nacional.