Quarta, 24 Julho 2019 13:19

Preço do petróleo no mercado internacional sofre declínio

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Segundo o Boletim Setor Sucroalcooleiro de julho de 2019, a queda foi devida a reduções na demanda em razão da expectativa de diminuição no ritmo de crescimento da economia mundial, associadas aos estoques mais elevados nos EUA. As expectativas são de aumento do preço a partir de julho de 2019, após os países da OPEP confirmarem a continuidade nos cortes da produção mundial.

 

Petróleo: preço do barril (em US$ de jun./19)

Fonte: Banco Mundial – dados deflacionados pelo CPI. Período: Jan./14 a Jun./19.

 

Quanto ao etanol hidratado, em relação ao mês anterior a tendência geral no Brasil foi de queda de 5,8% dos preços. Ribeirão Preto registrou uma das maiores quedas do país, -10,1%. Frente ao mesmo mês do ano anterior, a tendência nacional geral também foi de queda, apontando declínio de 8,2%, enquanto Ribeirão Preto obteve novamente um dos maiores recuos observados (-10,4%).

 

A gasolina comum, no mesmo período de 2018, ficou, em média, 6,2% mais barata, com queda mais acentuada no estado de São Paulo (-7,7%). Novamente, Ribeirão Preto ficou entre os municípios com maiores recuos (-8,7%), juntamente com São José do Rio Preto (-11,3%) e Campinas (-8,2%).

 

Em junho de 2019, as médias nacional e estadual do preço da gasolina fecharam em R$4,47/litro e R$4,19/litro, respectivamente. Por sua vez, o diesel encerrou o mês sendo vendido a R$3,61/litro no país e a R$3,49/litro no estado de São Paulo.

 

Em comparação com os demais combustíveis, o diesel é o que demonstra a menor volatilidade, apresentando sua primeira queda do ano, tendo Ribeirão Preto uma das maiores reduções (-2,2%).

 

Por fim, em relação às margens médias de revenda para os meses de junho de 2018 e 2019, a gasolina se destacou com a maior margem, tendo tendência de queda nacional de 13% em relação ao ano anterior. Por sua vez, o etanol apresentou margem de R$ 0,361/litro, também demonstrando queda de 16% em relação a junho de 2018. Em relação ao óleo diesel, a tendência foi de aumento das margens de revenda. Em âmbito nacional, a alta foi 15%.

 

O boletim foi elaborado pelos pesquisadores Francielly Almeida e Marcelo Lourenço Filho, sob a coordenação do professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

 

Por: Juliana de Lima, Assessoria de Comunicação da FEA-RP.

Lido 110 vezes Última modificação em Quarta, 24 Julho 2019 13:30