Criada por meio da Portaria FEA-RP 017/2023, de 29 de março de 2023, A Comissão de Inclusão e Pertencimento da FEA-RP/USP é formada por representantes docentes, discentes e servidores da área técnica e administrativa com intuito de traçar diretrizes de inclusão e pertencimento; fomentar, apoiar e gerir ações da PRIP; prestar atendimento à comunidade acadêmica e ao público externo acerca de dúvidas, dificuldades, sugestões e críticas em relação aos programas, editais, recursos, acervos, infraestrutura e demais assuntos relacionados à inclusão e pertencimento no âmbito da Unidade; entre outros.
Mesmo antes da criação da CIP, a FEA-RP já se preocupava com o assunto e se dispunha a lidar com questões que prejudicavam a vida acadêmica e social na universidade. Com essa demanda em vista, em 2016, foi criada a CAO, Comissão de Acolhimento e Orientação, também formada por representantes de alunos, professores e servidores da unidade, com participação decisiva da Profa. Dra. Roseli da Silva. Além de atuar na promoção da saúde mental no âmbito da faculdade, a CAO funcionava como um canal de recebimento de relatos de violação dos direitos humanos, tais como assédio de quaisquer naturezas, agressão física e/ou verbal, discriminações de gênero e de orientação sexual, entre outros. Tudo com sigilo e confidencialidade. Durante seus anos de atuação, a CAO ajudou de diversas maneiras a comunidade USP.
A Comissão de Acolhimento e Orientação nasceu em outubro de 2016, como uma resposta institucional a um movimento de estudantes mulheres sobre assédio moral e sexual, ocorrido no primeiro semestre de 2016. Inicialmente, todos os integrantes da CAO eram mulheres preocupadas com a temática. No ano seguinte, em 2017, a gestão da comissão revisou o escopo e formas de atuação, decidindo por sua ampliação, passando a tratar de temas ligados aos direitos humanos, mudando sua composição para abarcar todos os gêneros
Entre o momento de criação da CAO e os dias atuais, foram financiadas e realizadas várias ações junto da diretoria da FEA-RP, como seminário, programa de prevenção de problemas de saúde mental, o #tamojunto, o FEARP Experience, programas que consistiram em diversas atividades que buscaram trazer o aluno para mais perto da faculdade, ainda que em algumas ocasiões de forma virtual, e a elaboração de uma cartilha em conjunto com os profissionais da área (Centro Integrado de Terapias Baseadas em Evidências (CITEBE)), disponibilizada no sítio da FEARP - https://issuu.com/fearpusp/docs/e-book_tamojunto_alunos
Em uma ação conjunta da FEA-RP com a FUNDACE, foi contratado um psiquiatra para orientar o corpo de gestores da unidade em relação a problemas de saúde envolvendo a comunidade, especialmente os graduandos. Esse profissional da saúde atuou em diversos casos encaminhando e discutindo possibilidades institucionais e terapêuticas. Recurso imprescindível para orientar a política de acolhimento quanto à saúde mental da unidade.
2020
Dado o momento sensível de pandemia, em 25/03/2020, foi lançado o “Plantão de Acolhimento Online”. O intuito era bater um papo descontraído em grupo, para aliviar o estresse e a pressão do dia a dia. Eram sessões feitas por 4 responsáveis, em dias da semana e horários diferentes, para não deixar ninguém de fora. Vale salientar que os alunos que necessitavam de um acolhimento privado poderiam agendar um horário e ter suas demandas atendidas.
Dois meses depois, na data de 25/05/20, a Comissão de Acolhimento e Orientação criou o CAO+você=acolhimento ainda que on-line, foram divulgados canais de comunicação direta com cada membro da CAO, em operação até os dias de hoje.
Houve também atuação direta de apoio à direção e aos estudantes em casos delicados, realização de uma campanha com tema Setembro Amarelo; acompanhamento de discente com necessidades especiais; intervenção em prol dos direitos de alunos da pósgraduação; acolhimento de casos de burn-out; acolhimento de alunos com questões de saúde mental
O ano de 2022 foi muito importante, pois marcou o retorno às atividades presenciais. Foi promovida uma atividade interativa com os calouros, para despertar o interesse conhecer a história de acolhimento, ações de promoção de saúde mental e combate à discriminação e violação dos direitos humanos. Também objetivava fazer o calouro refletir sobre sua própria história de vida e se sentir acolhido e pertencente a essa nova etapa da vida acadêmica. Para isso, um professor membro e um especialista de mindfulness trabalharam em conjunto. Ademais, o projeto Fearp Experience foi retomado, era dedicado aos calouros de 2020 e 2021 (que se iniciou em 2021). Foi concebido em parceria com as entidades estudantis, e contou com o apoio de psicólogos comportamentais. De forma conjunta, foram criados 6 passos para os calouros construírem seu senso de identidade com a FEA-RP. Veja um pouco mais sobre no canal do youtube https://www.youtube.com/@caofearp-usp/videos
Tendo conhecimento do quão estressante o ambiente de trabalho pode ser em alguns momentos, a CAO criou uma estrutura de descompressão (muito comum em grandes empresas). Trata-se de um espaço aberto entre os blocos C1 e C2 para descanso de servidores, professores e técnicos administrativos. Um espaço para descanso e leitura, com mobiliário próprio e arejado. Outra realização da CAO foi criar um espaço de descanso para o pessoal terceirizado. Esse espaço humanizou muito a relação com o grupo de funcionários terceirizados, que antes ficavam em locais inapropriados, especialmente após o almoço. Agora há sofás, tapetes, pufes, armários adequados para guardar objetos pessoais. Iniciativa da CAO que valoriza o trabalho dessa importante categoria de profissionais.
No segundo semestre de 2022, com o apoio da FUNDACE, foi criada a primeira turma de teatro da FEA-RP, para ajudar os alunos a se expressarem melhor, conseguirem lidar com a timidez e lidarem com questões de saúde mental. As atividades iniciaram em agosto e foram até dezembro, com a apresentação final: Cabareth Bertolt Brecht, uma peça-colagem dos textos do dramaturgo alemão Bertolt Brecht. Veja mais na aba eventos e atividades.
Em 2023, a Comissão de Acolhimento e Orientação passou por uma grande mudança, a antiga logo se aposentou e foi recebido um novo nome, Comissão de Inclusão e Pertencimento. Essa mudança ocorreu para atender uma demanda da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento, PRIP https://prip.usp.br/ , que possui como objetivo estabelecer uma relação entre as políticas de inclusão, pertencimento e diversidade com a excelência universitária. Pelos objetivos estarem alinhados, a CAO passou a ser uma das comissões de apoio à PRIP.
A gestão da Profa. Dra. Roseli da Silva (Presidente) e do Prof. Dr. Rogério Cerávolo Calia (Vice-presidenete) teve as seguintes propostas iniciais:
1)Realizar uma consulta à comunidade Fearp para identificarmos suas necessidades e expectativas em relação ao papel institucional da nossa CIP;
2)A partir desse levantamento inicial, e respeitando as atribuições já definidas acima, elaborar uma proposta de regimento interno para a CIP a serapreciada pelos órgão competentes da Universidade eixos principais de nossa atuação, considerando nossas competências como escola denegócios e nossas necessidades de parcerias e apoios de conhecimentos de outras áreas, como por exemplo da saúde, para realizarmos nossasatividades como CIP;
3)Colaborar para a construção de canais de diálogo entre os diferentes agentes, e fomentá-los com ações de letramento em comunicação nãoviolenta, por exemplo, a fim de propiciar um ambiente institucional mais harmonioso e de maior bem-estar a toda a comunidade;
4)Convidar a comunidade Fearp a refletir sobre os temas em pauta no CoIP e a produzir uma posição que será a posição representada pela nossachapa, a partir de discussões em grupos de trabalho ou por meio de consultas mais amplas, de acordo com a necessidade dos temas discutidos.Para tanto, nos comprometemos a promover acesso ao conhecimento científico das mais diversas áreas (letramento, por meio da promoção dedebates, seminários, workshops, etc) que nos permitam compreender e nos posicionarmos sobre temáticas que envolvam Mulheres, RelaçõesÉtnico-Raciais, Diversidades, Saúde Mental e Bem-estar Social, Direitos Humanos e Políticas de reparação, memória e justiça, Vida no Campus eFormação Profissional, que compõem as cinco diretorias da PRIP. Tratando de temáticas muitas vezes complexas e polêmicas, comprometemo-noscom uma representação democrática, pautada por princípios éticos e respeito aos direitos humanos.
5)Valorizar casos de sucesso de profissionais negros, valorizar a filosofia Ubuntu aplicada à vida profissional, promover diálogos para diminuir apolarização afetiva decorrente de temáticas políticas e trazer discernimento sobre as origens de extremismos.