Friday, 25 September 2020 11:34

Exportações disparam 26% na Região Metropolitana de Ribeirão Preto

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Exportações na Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) cresceram entre julho de 2019 e 2020. Os valores das exportações e importações acumuladas foram de, respectivamente, US$ 2,28 bilhões e US$ 353,2 milhões, representando variações de 26,4% e -10,3% quando comparados a julho de 2019. O saldo da balança comercial em julho de 2020 foi de US$ 1,93 bilhões, 36,7% superior ao mesmo mês do ano anterior.

 

Os dados são do Boletim Comércio Exterior de agosto de 2020, dos pesquisadores Nicolas Scaraboto e Pedro Roveri, coordenados pelo professor Luciano Nakabashi, da FEA-RP.

 

As exportações da região aumentaram em função do cenário positivo para o agronegócio na região, especialmente da soja e da cana de açúcar, tanto na quantidade da produção quanto no preço das commodities.

 

No Brasil, a situação é inversa. No acumulado até julho deste ano, as exportações brasileiras acumularam US$ 205,6 bilhões, queda de 3,8%. Já as importações no mesmo período foram de US$ 165,9 bilhões, queda de 6,1%. O saldo da balança comercial em julho foi de US$ 39,7 bilhões, 7,2% maior em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

"A queda no valor exportado pode ser explicada pelos preços, pois o quantum se elevou. Além disso, em 2019 ocorreu agravamento da crise argentina e redução das vendas de soja para a China decorrente da febre suína” explicam os pesquisadores.

 

O estado seguiu a tendência nacional, com queda nas exportações e importações. Em julho de 2020, os valores acumulados para as exportações e importações foram, respectivamente, de US$ 42,9 bilhões e US$ 54,2 bilhões, o que representam variações de -15,2% e -8,6%, em relação ao mês de 2019. O saldo comercial acumulado neste ano até julho foi de US$ -11,3 bilhões, 29,5% menor do que no ano anterior.

 

Câmbio
Após o pico no mês de maio de 2020, em que a cotação do dólar atingiu R$5,64, houve queda no mês seguinte e novo aumento em julho, chegando a R$ 5,28.

 

O aumento dos últimos meses pode ser explicado pela redução diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e pelo aumento da percepção de risco ocasionada pela pandemia do novo coronavírus. Também podem ser somados fatores internos, como a preocupação com o lado fiscal da economia e expectativas em relação a velocidade de recuperação da atividade econômica.

 

Por: Leonardo Rezende, Assistência de Comunicação.

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