Friday, 03 July 2020 12:10

São Paulo tem queda nas exportações

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Entre 2018 e 2019, o desempenho das exportações do Estado de São Paulo piorou. Nas regiões do estado, os resultados foram variados: apenas 17 das 43 apresentaram crescimento.

 

Os maiores crescimentos foram nas regiões de Ourinhos, com 122,3% e Jaú, com 121,2%. Entretanto, essas regiões apresentam valor pouco expressivo em relação ao restante do estado. Dentre as regiões em que as exportações sofreram queda, destacam-se as de Votuporanga (-56,4%), São Paulo (-44,5%) e Dracena (-37,4%).

 

As informações são do Boletim Comércio Exterior de junho de 2020, dos pesquisadores Nícolas Scaraboto e Pedro Roveri, sob coordenação do professor Luciano Nakabashi, da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP.

 

Nas regiões de São João da Boa Vista e Araçatuba a agropecuária representa entre 50 e 70% das vendas externas. Na região de Caraguatatuba, a pauta exportadora é composta principalmente por produtos provenientes da indústria extrativa, setor que não teve participação expressiva nas exportações em outras áreas de São Paulo. As demais regiões do estado concentram suas exportações na indústria de transformação, representando entre 80% e 100% do total exportado.

 

Na região de Ribeirão Preto o total exportado em 2018 foi de US$ 1,68 bi, frente a US$ 1,54 bi em 2019, uma queda de 13,5%.

 

2020
Nos cinco primeiros meses de 2020, petróleo foi o produto que o país mais vendeu ao exterior, representando 14,76% do total, sendo a China o principal mercado (35%). Soja ocupa o segundo lugar, com aumento de 47,1% no valor exportado no período, puxado pelas compras da Espanha.

 

De forma geral, os dados mostram perda de participação das exportações de bens com maior valor adicionado, além de uma queda das exportações nos cinco primeiros meses de 2020 em relação a igual período de 2019.

 

A Região Metropolitana de Ribeirão Preto (RMRP) teve, entre janeiro e maio de 2020, a soja como principal produto exportado, com aumento 90% em relação ao mesmo período do ano anterior, e açúcares e sacarose na segunda posição, mesmo com uma queda de 26,4% no valor exportado.

 

Por: Leonardo Rezende, Assistência de Comunicação da FEA-RP.

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