Wednesday, 13 February 2019 10:11

Taxa de inadimplência cai em 2018

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A inadimplência geral no País recuou numa comparação feita entre os meses de setembro de 2017 e setembro de 2018. No total, ela apresentou redução de 0,57 ponto percentual (p.p.). Para pessoas jurídicas a queda foi de 0,71 p.p., enquanto que para pessoas físicas a queda foi de 0,49 p.p.

 

Estes dados estão no último Boletim Crédito, elaborado pelos pesquisadores Francielly Almeida e Caio Vinicius da Silva Albanezi, da Fundação para Pesquisa e Desenvolvimento da Administração, Contabilidade e Economia (Fundace), gerida por professores da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto (FEA-RP) da USP. O Boletim, de janeiro de 2019, é coordenado pelo professor Luciano Nakabashi, da FEA-RP.

 

Endividamento aumentou

Já a taxa de endividamento de famílias teve aumento entre março e junho de 2018, e entre agosto e outubro do mesmo ano, com queda apenas no mês de julho. No comparativo de 12 meses (setembro de 2017 a setembro de 2018), a taxa aumentou, passou de 41,34% para 42,22% as famílias endividadas.

 

“A redução da inadimplência de empresas foi considerável na comparação com 2017”, segundo os pesquisadores. A taxa para micro, pequenas e médias empresas recuou em 1,5 p.p. entre os meses de outubro de 2017 e outubro de 2018. A inadimplência para grandes empresas apresentou maior oscilação ao longo de 2018, mas com trajetória de queda e sempre em níveis bem inferiores ao das demais empresas.

 

Para os pesquisadores, esse quadro é reflexo da recuperação da economia do país, uma vez que as empresas, especialmente as micro, pequenas e médias, respondem por grande parcela da geração de emprego. “O aumento do endividamento também demonstra a retomada da atividade econômica, pois sinaliza uma melhora na confiança do consumidor e no mercado de trabalho, que impactam no aumento do consumo”.

 

O boletim revela ainda que em âmbito nacional, as operações de crédito apresentaram queda de 1,5% na comparação entre os meses de outubro de 2017 e outubro de 2018. “No geral, nacionalmente, o crédito destinado aos financiamentos imobiliários foi o que apresentou o melhor desempenho, tendo subido em diversas regiões”.

 

O boletim está disponível aqui.

 

Por: Leonardo Rezende, Assessoria de Comunicação da FEA-RP

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