Wednesday, 27 February 2013 13:33

Rogério Calia explica como foi realizada pesquisa de coleta de dados sobre o trote

Rate this item
(6 votes)

O professor do Departamento de Administração e membro da Comissão Pró-Calouro da Faculdade, Rogério Calia, explicou como foi realizada a coleta de dados sobre o trote na FEA-RP em resposta à afirmação do aluno Lucas Nobrega Augusto na última Newsletter.


Confira na íntegra a declaração do professor:


'Gostaria de informar que esta afirmação veiculada na Newsletter não corresponde aos fatos: a pesquisa foi realizada sob uma conjuntura tendenciosa, aplicada como a prova final que decidiria a aprovação dos "bixos", ou seja, não havia possibilidade de não respondê-la e como o professor da disciplina manifestou sua opinião contrária ao trote, os alunos poderiam ter se sentido intimidados a demonstrar aprovação a prática do trote'.


A coleta de dados não foi ideal. Convido os alunos para averiguar presencialmente como a coleta de dados foi realizada. As informações decisivas vieram de funcionários, professores e vigilantes. As informações vindas de alunos foram apenas confirmatórias.


Na afirmação acima foi feita uma confusão sobre dois eventos distintos.


Evento 1 - Em uma turma da ECEC [Economia Empresarial e Controladoria], os alunos que tiveram média elevada nas provinhas, tiveram a opção de não fazer a prova final sobre o livro da disciplina e aplicarem o conhecimento sobre administração numa proposta de autogestão para melhorar o desempenho da FEA-RP nos trotes. Essa prova não tem nada a ver com o questionário sobre humilhação. Esta prova não foi sobre problemas, mas sobre proposta de soluções.


Evento 2 - Em uma turma de administração, cada aluno e aluna TEVE A OPÇÃO de preencher ou não o questionário afirmando se foi ou não humilhado. Este questionário foi preenchido ANONIMAMENTE, sem mencionar o nome do respondente. O preenchimento do questionário não estava atrelado nem condicionado à nenhuma prova.


Em organizações que respeitam a diversidade de opiniões é comum o diálogo com os públicos mais vulneráveis, para dar voz às suas opiniões. Nestas organizações, os grupos mais vulneráveis são tidos como um PÚBLICO INTERNO LEGÍTIMO que merece ser tratado com justiça. É mais fácil optar por não ouvir.


Convido os alunos para ajudarem na próxima coleta de dados da Comissão Pró-Calouros."

Read 3048 times Last modified on Wednesday, 27 February 2013 14:41