Agenda Qualificações e Defesas

  • Luan Michel Soares Pereira Open or Close

    Data: 17/07/2017, às 14:00
    Local: Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Análises de bem estar da variação do IPI sobre automóveis novos: uma abordagem de apreçamento hedônico em escolha discreta
    Autor: Luan Michel Soares Pereira

    Banca: Prof(a). Dr(a). Claudio Ribeiro de Lucinda (Presidente)
    Prof(a). Dr(a). Sérgio Naruhiko Sakurai (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto - FEA/RP)
    Prof(a). Dr(a). André Garcia de Oliveira Trindade (Fundação Getúlio Vargas - FGV) - videoconferência
    Prof(a). Dr(a). Leonardo Bandeira Rezende (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-Rio) - videoconferência

    Resumo: O mercado automotivo global em 2008 sofreu uma queda drástica na produção e nas vendas após a eclosão da crise do subprime. Em todo o mundo, políticas de fomento foram sendo implementadas sob as mais variadas formas para recuperar o setor. No Brasil, o governo resolveu agir decretando a política anticíclica de redução do IPI ao mercado automobilístico. Posteriormente, foram revisados o acordo Brasil/México e instaurado o programa INOVAR-AUTO. Nesse sentido, o objetivo do presente estudo, será avaliar o efeito da diminuição do IPI sobre o comportamento da demanda, da oferta e do bem estar dos agentes de mercado. Analisaremos, secundariamente, como a revisão do acordo automotivo Brasil/México e a introdução do INOVAR-AUTO impactaram no mercado. Para tanto, o estudo será subdividido em duas partes: (1) a primeira é uma análise econométrica preliminar de preços hedônicos num painel de efeitos fixos que avaliará o comportamento dos preços médios dos veículos novos nos períodos de modificação do IPI; (2) a segunda parte lançaremos mão da abordagem de escolha discreta, fazendo o uso do modelo logit aninhado combinado com uma estrutura de competição oligopolista pressupondo equilíbrio nos preços do tipo Nash-Bertrand. Os resultados dos modelos de apreçamento hedônico demonstram que as montadoras não remanejaram os preços médios no mesmo percentual efetivo da queda do IPI. A variação dos preços foram mais baixas do que a da alíquota. Na metodologia discreta, os resultados apontam que empresas que detém maiores poderes de mercado possuem elasticidades preço próprias baixas. Lucros mais elevados estão associados a marcas que no grosso de suas vendas comercializam automóveis de menor porte que embutem uma alta relação markup preço-custo. Montadoras nacionais tiveram melhor desempenho que suas contrapartes importadoras, que apresentaram grandes prejuízos. A carga tributária altíssima é o principal vilão para o desempenho ruim dos importados. Os excedentes gerados com a modificação do IPI foram positivos para todos os agentes. Consumidores, produtores e governo ganharam com a medida.