31/10/2019 às 19h15 no Anfiteatro Dr. Ivo Torres da FEA-RP foi realizada a palestra: Questões Atuais em Contabilidade e Direito do Agronegócio com o doutorando Alexandre Negrini de Mattos.

 

Resumo:

A cadeia sucroenergética representa aproximadamente 2% do PIB brasileiro e gera aproximadamente 800 mil empregos. Quais os tipos de contratos movimentam esse setor e o agronegócio como um todo? O que define a escolha entre uma modalidade de contrato e outra? O que impacta o preço? É possível mensurar quanto vale um direto contratual? Basicamente, os principais contratos são os fornecimentos (compra e venda), arrendamentos e as parcerias. Questões como a quantidades de concorrentes, distância das Usinas, tamanho das áreas (dentre outras variáveis) impactam a escolha pelo tipo de contrato, bem como a remuneração recebida pelos proprietários dos imóveis rurais. Esses e outros assuntos atuais relacionados ao setor sucroenergético e ao agronegócio como um todo serão tratados na palestra com uma visão teórica e prática.

 

Palestrante: 

Alexandre J. Negrini de Mattos. Advogado, Mestre e Doutorando em Controladoria e Contabilidade pela FEA-USP, MBA em Contabilidade pela USP e pela FGV, especialista em Direito do Agronegócio pela FAAP e em Direito Tributário pelo IBET.

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    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

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  • Atualizado em: 13 Dezembro 2019, 18:58:35.