André Machado pesquisa as relações entre as informações contábeis e preços de ações, e vem propondo o uso de outras métricas para estes estudos. Foi recentemente aprovado para o doutorado em "Accounting and Finance" na escola de negócios da "University of Glasgow". Este doutorado é o conhecido como o melhor programa em Accounting da Escócia e está entre os cinco melhores do Reino Unido. Recentemente nosso ex-aluno foi contemplado com uma bolsa Capes para realizar o doutorado no exterior.
 
                                                                                         "Para mim, ser um acadêmico é poder orientar aqueles que ainda não tiveram as mesmas oportunidades de estudos,  é poder ajudá-los a se desenvolverem como profissionais e como ser humano"
 
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Como e porque decidiu fazer mestrado?

Eu sempre trabalhei como Supervisor de controladoria e depois como Controller em algumas empresas multinacionais, achava que estava bem profissionalmente. Não havia pensado em docência, até fazer um MBA na USP em São Paulo, e conhecer o professor Assaf. Percebi que a carreira acadêmica seria mais recompensadora, em termos pessoais, eu buscava a sensação de ser útil, de construir algo, sentir-se feliz naquilo que estava fazendo.

Para mim, ser um acadêmico é poder orientar aqueles que ainda não tiveram as mesmas oportunidades de estudos, é poder ajudá-los a se desenvolverem como profissionais e como ser humano.

A partir da decisão de mudar de carreira, fui me preparando para me tornar um acadêmico. Após a escolha do programa, me preparei para as provas e entrevista. Em seguida cursei o mestrado, o que era bem corrido para conciliar estudos e trabalho. Depois de defender a dissertação, iniciei a carreira acadêmica, e estou deixando a aos poucos a carreira profissional.

  

Porque Contabilidade em Ribeirão Preto?
À época eu morava em Campinas, e apesar de ser mais próximo de São Paulo, decidi por Ribeirão Preto. Apostei que sendo um programa com turmas menores, e com docentes com ótimo nível em suas áreas de pesquisa, eu teria maior apoio e um contato mais próximo com os docentes e pesquisadores. Me inscrevi no programa da FEARP, optei por Ribeirão, felizmente eu estava correto. A convivência mais próxima e maior atenção por parte do corpo docente me proporcionaram a oportunidade de um melhor aprendizado, eu acredito.

Para lidar com a distância, eu optei por ficar dentro do próprio campus. Dormia na casa de hóspedes duas noites na semana, para cursar as disciplinas e a pesquisa. Foco total, com isto eu terminei o programa em 13 meses.

 

Como mestrado lhe ajudou?
Ter cursado o mestrado, além de aprofundar em fundamentos teóricos avançados em contabilidade e finanças, me ajudou a ser disciplinado, a desenvolver o método e a escrita científica. E isto foi fundamental para conseguir publicar o resultado da minha pesquisa em revista e congresso, e também ter meu projeto de pesquisa aceito para o doutorado no exterior.

Além disto, no campo pessoal pude conviver com pessoas em um estágio mais maduro, diferente do convívio da época da graduação. São pessoas que, assim como você, estão sob a mesma pressão para conseguir resultados tanto em nota como em publicação, existe, portanto, um sentimento de solidariedade, bem como conversas mais profundas, um relacionamento mais maduro e intenso.

 

O que diria a quem esta pensando na carreira acadêmica?
Esta é uma decisão importante de carreira, no meu caso, eu me planejei por 1 ano e aos poucos fui deixando a carreira como controller para me dedicar a academia.

Eu diria como sugestão, se programe. Você irá se privar das horas de descontração com os amigos e família, mas a recompensa é ótima no final. As mudanças que ocorrem não pararam apenas no nível do conhecimento, eu acredito que sua forma de pensar e encarar a vida vai mudar. Como exemplo, minhas decisões, tanto profissionais com na vida pessoal, se tornaram mais moderadas, passei a refletir mais, analisar e considerar mais possibilidades e outros pontos de vista.

 
     


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  • João Paulo Augusto Eça Open or Close

    Área:    Controladoria e Contabilidade

    Curso: Mestrado
    Data:    10/01/2020, às 15h00 - horário de Brasília
    Local: 
    Sala 43, bloco B2 da FEA-RP
    Título: Efeito das fontes de financiamento sobre a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa: evidências para o Brasil
    Autor: João Paulo Augusto Eça

     

    Banca: Prof(a). Dr(a). Maurício Ribeiro do Valle (Presidente)

    Prof(a). Dr(a). Tatiana Albanez (Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA) - MCONF RNP

    Prof(a). Dr(a). Andrei Aparecido de Albuquerque (Universidade Federal de São Carlos - UFSCar)

    Prof(a). Dr(a). Marcelo Botelho da Costa Moraes (FEA-RP)

     

    Resumo: 

    Em mercados imperfeitos, caracterizados por forte presença de custos de falência, de custos de agência e de assimetria de informação entre os agentes, há imposição de restrição por parte dos credores à capacidade de financiamento externo das firmas. Com isso, considera-se que o investimento de empresas que sofrem restrição ao financiamento externo é dependente da geração de recursos internos (investimentos mais sensíveis ao fluxo de caixa). Entretanto, ao reconhecer a existência de características distintas entre as fontes de financiamento disponíveis, é possível que a restrição financeira sofrida pelas empresas possa ser diferente conforme a fonte de crédito utilizada pela empresa O que se questiona neste estudo é se as principais fontes de financiamento utilizadas pelas empresas são capazes de reduzir a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa e, consequentemente, a restrição financeira das firmas. Para responder a esta pergunta, o estudo contou com uma amostra de 153 companhias do setor industrial, tanto de capital aberto quanto de capital fechado, que foi subdividida entre firmas restritas financeiramente e não restritas (pelos critérios tamanho e rating). O modelo escolhido como base para as análises foi o de sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa, comumente utilizado em pesquisas que tratam de restrição financeira. Após as estimações, alguns resultados persistiram, a saber: i) a sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa verificada para as empresas consideradas financeiramente restritas; ii) a relação não significativa entre as variáveis representativas do crédito bancário e subsidiado sobre a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade do investimento ao fluxo de caixa) e iii) a relação negativa e significante entre a participação moderada da dívida de mercado de capitais e a restrição financeira das empresas restritas (sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa). Análises adicionais mostraram que as empresas que possuem participação moderada da dívida de mercado de capitais, em geral, têm maior heterogeneidade em sua estrutura de dívida, ou seja, acessam diferentes fontes de financiamento. Além disso, o estudo mostrou que as empresas que possuem acesso às diferentes fontes de financiamento aumentam seus investimentos nos períodos em que apresentam resultados adversos (queda do lucro ou, até mesmo, prejuízo contábil). Ao atingir resultados superiores nos exercícios subsequentes, essas empresas, em média, reduzem o volume de investimento. Tal comportamento explica, portanto, a sensibilidade negativa do investimento ao fluxo de caixa.

Atualização do site

  • Atualizado em: 13 Dezembro 2019, 18:58:35.